Arquivo Judiciário do Estado de Sergipe/TJSE

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Des Zacharia Horacio dos Reis

Zacarias Horacio dos Reis, filho de Pedro Góes dos Reis e Maria Francisca dos Reis, nasceu na Vila de Abadia, território disputado, desde os tempos da Capitania, com a Bahia, hoje fazendo parte do Estado da Bahia. Bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito de Recife, em 1885. Em 1886 foi nomeado Promotor da Comarca de Camaragibe, Província de Alagoas até 1887, quando se transferiu para a Província de Sergipe, sendo nomeado Juiz Municipal e de órfãos de Simão Dias, onde permaneceu até 1891, quando assumiu a titularidade da Comarca de Itabaiana. Em 1898 foi nomeado Juiz de Direito da Comarca de Rio Real, com sede em Itabaianinha, onde ficou até 1904 quando foi designado, pelo Presidente Josino Menezes, do grupo político do monsenhor Olímpio de Souza Campos, Chefe de Polícia do Estado. Em 1905 assumiu a Comarca de Estância, saindo, no mesmo ano, quando foi nomeado Desembargador do Tribunal de Relação, substituindo o Desembargador Guilherme de Souza Campos, que fora eleito Presidente do Estado. Sua nomeação aconteceu em 3 de abril daquele ano. Em 1906, no mesmo Governo de Guilherme de Campos, foi nomeado Procurador Geral do Estado, e em 1911, com a morte do Desembargador e Presidente Homero de Oliveira, foi eleito, em 3 de janeiro de 1911, Presidente do Tribunal de Relação, permanecendo nas funções até 27 de fevereiro de 1912, quando é sucedido pelo Desembargador Manoel Caldas Barreto Neto. Foi sócio efetivo do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe-IHGS, sendo, inclusive, membro da Comissão de Museu e Biblioteca, na sua fundação, em 1912. Morreu no dia 02 de agosto de 1937.
Texto extraído do Livro "Dicionário biográfico dos Desembargadores do Poder Judiciário de Sergipe 1892-2008".

Referência:
Sergipe. Poder Judiciário. S484p. Dicionário biográfico dos Desembargadores do Poder Judiciário de Sergipe 1892-2008 / Org. Ana Maria Fonseca Medina. Colab. Raylane Navarro Barreto; Eugênia Andrade Vieira da Silva. Aracaju: TJ: Sercore Artes Gráficas, 2008. 224p.

Des Octavio Gomes Cardoso

Otávio Gomes Cardoso, filho de João Gomes de Melo Cardoso e de Maria Clara Barreto Cardoso, nasceu na Cidade de Santo Amaro das Brotas, na então Província de Sergipe, no dia 14 de abril de 1882. Bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito do Recife, na turma de 1907. Em 1911 foi nomeado Promotor Público De Aracaju, atuando até 1914, quando foi nomeado Juiz Municipal de Vila Nova (atual Cidade de Neópolis) onde ficou pouco tempo, pois no mesmo ano foi chamado a ocupar as funções de Subprocurador Geral do Estado, função que exerceu até 1916. Em 1923 foi nomeado Juiz Privativo de Menores de Aracaju, até que em 1926 foi nomeado pelo Presidente Maurício Graccho Cardoso, Desembargador do Tribunal de Relação do Estado de Sergipe, sendo designado, em 1932, Procurador Geral do Estado. Foi ele quem, em 1932, juntamente com o Desembargador João Maria Loureiro Tavares e sob a presidência do Desembargador João Dantas de Brito, instalou o Tribunal Regional Eleitoral - TRE em Sergipe, extinto com o Golpe de Estado de 1937, que também extinguiu os partidos políticos e instalou a ditadura de Getúlio Vargas. Os serviços eleitorais foram restabelecidos apenas em 1945 quando da regulamentação do alistamento do serviço eleitoral, dentro do processo de redemocratização do País. Em 26 de junho de 1935, foi eleito Presidente da Corte de Apelação, sendo reeleito, em 31 de julho de 1936, para um mandato que terminou em 3 de agosto de 1937. Aposentado, morreu no dia 24 de junho de 1939, em Salvador/BA.
Texto extraído do Livro "Dicionário biográfico dos Desembargadores do Poder Judiciário de Sergipe 1892-2008".

Referência:
Sergipe. Poder Judiciário. S484p. Dicionário biográfico dos Desembargadores do Poder Judiciário de Sergipe 1892-2008 / Org. Ana Maria Fonseca Medina. Colab. Raylane Navarro Barreto; Eugênia Andrade Vieira da Silva. Aracaju: TJ: Sercore Artes Gráficas, 2008. 224p.

Des Joao Dantas Martins dos Reis

João Dantas Martins dos Reis, filho de João Dantas dos Reis e Joana de Menezes Dantas, nasceu no Engenho Fortaleza, município de Riachão do Dantas, Província de Sergipe, no dia 07 de agosto de 1884. Estudou preparatórios em Salvador, bacharelando-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito da Bahia, em 1907. Nesse mesmo ano foi nomeado Promotor de Estância de onde sai, em 1909, para ser nomeado Juiz Municipal de Maruim, com mandato até 1921, assumindo as funções de Juiz de Direito desde 7 de julho de 1916. Afastou-se da magistratura para cuidar de interesses particulares, retornando em 1925, sendo nomeado Juiz de Direito de Capela, de onde é removido, em 15 de outubro de 1926, para Aracaju. Participa, em 1936, da Comissão que elaborou o anteprojeto do Código de Organização Judiciária do Estado, continuando como sua atuação como magistrado, na titularidade e em substituição, no ano de 1938, na 1ª Vara Cível de Aracaju. Em 1945 nomeado Desembargador do Superior Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe, galgando posições administrativas, como Vice-presidente, em 1946, na chapa encabeçada pelo Desembargador Hunald Santaflor Cardoso, a quem acompanha, ainda, no Tribunal Regional Eleitoral sendo Vice-presidente, no primeiro biênio, presidido pelo Desembargador João Bosco de Andrade Lima, continuando durante mais dois biênios, como Vice-presidente de Hunald Santaflor Cardoso - TRE. Em 1948 assume a Corregedoria Geral da Justiça e em 14 de setembro de 1950 é eleito Presidente do Tribunal de Justiça, onde permanecer, alternando seus mandatos com o Desembargador Hunald Cardoso, e sendo, fora da presidência, Corregedor, até 2 de setembro de 1953. Aposentando-se em 1954, assumiu, no Governo Leandro Maciel, a Procuradoria Geral do Estado, cargo em que permaneceu até 1958, sendo nomeado, em 1959, no Governo Luiz Garcia, Secretário de Justiça do Estado, participando, em 1960, da comissão responsável pelo Projeto de Lei da Reforma do Código do Ministério Público do Estado e, finalmente, em 1961 é nomeado para a Secretária de Segurança Pública do Estado.
Escreveu vasta obra historiando a trajetória do Poder Judiciário de Sergipe, publicando seus ensaios principalmente na Revista do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, entidade com a qual colaborou na administração. Escreveu, também, obras sobre o jurista Gumercindo Bessa, sobre Capela e Riachão do Dantas, e fez um ensaio sobre a Santidade do Céu das Carnaíbas, episódio sebastianista que ocorreu no povoado Carnaíba, em Riachão do Dantas. Morreu no dia 11 de janeiro de 1979.
Foi homenageado post mortem com o Colar do Mérito judiciário na gestão do Desembargador Pascoal Nabuco D'Ávila
Texto extraído do Livro "Dicionário biográfico dos Desembargadores do Poder Judiciário de Sergipe 1892-2008".

Referência:
Sergipe. Poder Judiciário. S484p. Dicionário biográfico dos Desembargadores do Poder Judiciário de Sergipe 1892-2008 / Org. Ana Maria Fonseca Medina. Colab. Raylane Navarro Barreto; Eugênia Andrade Vieira da Silva. Aracaju: TJ: Sercore Artes Gráficas, 2008. 224p.

Des Otavio Teles de Almeida

Octavio Telles de Almeida, filho de Francisco Xavier de Almeida Serafim e Maria Florinda Teles de Almeida, nasceu na Cidade de Capela, Estado de Sergipe, no dia 11 de fevereiro de 1894. Bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito da Bahia, em 1917. Em 1914, quando ainda era acadêmico, foi nomeado Promotor de Anápolis (Cidade de Simão Dias). Em 1917, já formado, é designado Promotor de Estância e em 1919 é nomeado Juiz Municipal de Vila Nova (hoje Cidade de Neópolis). No ano seguinte é transferido para a Comarca de Pacatuba, até que em 1923 é designado Juiz Municipal de Nossa Senhora das Dores, transferindo-se, no mesmo ano, para a Vara Privativa de Menores de Aracaju. Em 1926 volta a Comarca de Anápolis na condição de Juiz de Direito, passando pela Comarca de Maruim e por fim pela Comarca de Capela, sua terra natal, onde permanece até 1949, quando é escolhido Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe. Com a experiência de ter sido membro do Conselho Disciplinar, Vice-presidente e Corregedor, por mais de uma vez, antes de ser eleito Presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe, em sessão realizada em 21 de setembro de 1956, permanecendo até 21 de setembro de 1957. Foi mais uma vez eleito para chefiar o Poder Judiciário, em sessão de 6 de fevereiro de 1963, conduzindo o Tribunal até 5 de fevereiro de 1964.
Foi sócio efetivo do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe - IHGS, participando da Comissão de Fazenda e Orçamento (1927).
Morreu no dia 08 de dezembro de 1965, em Aracaju/SE.
Texto extraído do Livro "Dicionário biográfico dos Desembargadores do Poder Judiciário de Sergipe 1892-2008".

Referência:
Sergipe. Poder Judiciário. S484p. Dicionário biográfico dos Desembargadores do Poder Judiciário de Sergipe 1892-2008 / Org. Ana Maria Fonseca Medina. Colab. Raylane Navarro Barreto; Eugênia Andrade Vieira da Silva. Aracaju: TJ: Sercore Artes Gráficas, 2008. 224p.

Des Carlos Vieira Sobral

Carlos Vieira Sobral, filho de Domingos Dias de Menezes Sobral e Ana Vieira Sobral, nasceu na Cidade de Japaratuba, estado de Sergipe, no dia 09 de fevereiro de 1897. Era irmão do professor Joaquim Vieira Sobral, um dos mais afamados mestres e diretor do Colégio Ateneu Sergipense. De uma família de médicos e bacharéis, Bacharelou-se pela Faculdade Livre de Ciências Jurídicas e Sociais do Rio de Janeiro em 1918 e ainda ouviu, da memória dos seus colegas, notícias do célebre Discurso de paraninfia, de Silvio Romero, em pronunciado em dezembro de 1913. Como era comum, ainda acadêmico, em 1917, foi nomeado Promotor Público da Comarca de Itabaianinha, pelo presidente general Valadão, sendo no mesmo ano nomeado Juiz Municipal de Propriá. Em 1923, já no Governo Graccho Cardoso, é designado Juiz Municipal para o Termo de Divina Pastora, e em 1931, na Interventoria de Augusto Maynard Gomes, nomeado para o Termo de Japaratuba, de onde sai, em 1945, para a assumir, como Juiz de Direito, a Comarca de Itabaianinha. Em 1948 é removido para Aracaju, por ato do então governador José Rollemberg Leite, onde assume a 2ª Vara, e é indicado como Juiz Eleitoral, cumprindo mandato de três biênios: de 2 de junho de 1948 a 1° de junho de 1949, 2 de junho de 1949 a 2 de junho de 1951 e de 2 de junho de 1951 a 1º de junho de 1952. Com a nomeação, em 1953, para Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe, é eleito vice-presidente em 1951, como companheiro de Mesa do presidente Hunald Cardoso. Volta ao Tribunal Regional Eleitoral -TRE como Corregedor, 1954/1957, sendo seu Vice-presidente em 1957/1958 e 1963/1964. Foi presidente do Tribunal de Justiça, a primeira vez, eleito em 3 de setembro de 1958, empossando no dia 22 do mesmo mês. De 27 de fevereiro de 1962 a 3 de maio de 1963 é, novamente, Corregedor do Tribunal Regional Eleitoral. Em 24 de fevereiro de 1966 toma posse, pela segunda vez, como presidente do Tribunal de Justiça, aposentando-se no cargo. Morreu no dia 02 de setembro de 1977, em Aracaju/SE.
Texto extraído do Livro "Dicionário biográfico dos Desembargadores do Poder Judiciário de Sergipe 1892-2008".

Referência:
Sergipe. Poder Judiciário. S484p. Dicionário biográfico dos Desembargadores do Poder Judiciário de Sergipe 1892-2008 / Org. Ana Maria Fonseca Medina. Colab. Raylane Navarro Barreto; Eugênia Andrade Vieira da Silva. Aracaju: TJ: Sercore Artes Gráficas, 2008. 224p.

Des Waldemar Fortuna de Castro

Waldemar Fortuna de Castro, filho de José Valentim Gomes de Castro e Marieta Borges Fortuna de Castro, nasceu na Cidade de Salvador, Estado da Bahia, no dia 18 de fevereiro de 1909. Bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito da Bahia, em 1932, vindo para Sergipe, onde tinha amigos, e viria a se casar com uma filha de Juarez Figueiredo. Nesse mesmo ano foi nomeado Juiz Municipal de Anápolis (atual Cidade de Simão Dias) de onde saiu, em 1935, para o Termo de Riachão do Dantas, transferindo-se, no ano seguinte, para a Comarca de Boquim. Lá foi nomeado, em 1940, Pretor. Em 1941, depois de um rumoroso concurso, teve seu nome classificado pela Corte de Apelação e foi designado, Juiz de Direito, da Comarca de Neópolis, sendo transferido, no mesmo ano para a Comarca de Laranjeiras, de onde sai, em 1944, para assumir a Comarca de Frei Paulo. Em 1951 foi empossado Juiz de Direito da 5ª Vara Cível de Aracaju (Menores, Delinqüentes e Justiça Gratuita) e em 1952 foi nomeado Juiz do Tribunal Regional Eleitoral - TRE, onde permaneceu até 1954. Em 1957 foi nomeado Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado, pelo critério de antiguidade, discutida no Supremo Tribunal Federal, assumindo a Corregedoria Geral em 1960, e em 1961, a Presidência. Em 1963 volta a ser Corregedor Geral e retorna ao TRE como seu Presidente, função que ocupa até 1965 quando se aposenta.
Foi sócio efetivo do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe-IHGS, sendo, inclusive, membro da Comissão de Geografia de 1959-1960. Professor da Faculdade de Direito de Sergipe, continuando no magistério quando da criação, em 1967 e instalação, em 1968, da Universidade Federal de Sergipe.
Morreu no dia 24 de maio de 2002 em Salvador/BA.
Texto extraído do Livro "Dicionário biográfico dos Desembargadores do Poder Judiciário de Sergipe 1892-2008".

Referência:
Sergipe. Poder Judiciário. S484p. Dicionário biográfico dos Desembargadores do Poder Judiciário de Sergipe 1892-2008 / Org. Ana Maria Fonseca Medina. Colab. Raylane Navarro Barreto; Eugênia Andrade Vieira da Silva. Aracaju: TJ: Sercore Artes Gráficas, 2008. 224p.

Des Belmiro da Silveira Goes

Belmiro da Silveira Góes, filho de Fénelon da Silveira Góes e Maria das Neves Prata Góes, nasceu na Cidade de Anápolis (atual Cidade de Simão Dias), Estado de Sergipe, no dia 04 de junho de 1914. Bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais, pela Faculdade de Direito da Bahia, na turma de 1938. Enquanto cursava o último ano de Faculdade, foi nomeado Promotor da Comarca de Simão Dias, de onde sai, em 1941, para assumir a Chefia de Polícia do Estado. Em 1944 é nomeado Juiz de Direito da Comarca de Japaratuba, sendo removido, depois, para a de Simão Dias, onde permanece até 1956 quando é transferido para a Comarca de Estância. Naquela cidade exerce, em 1958, o magistério, como Professor de Direito Civil, da Escola de Comércio de Estância. Em 1960 é nomeado Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe, assumindo, no ano seguinte, a Corregedoria Geral da Justiça. Em 1961 acumula a função de Desembargador com a de Professor da Faculdade de Direito de Sergipe e de Vice-presidente do Tribunal, na gestão presidida pelo Desembargador Waldemar Fortuna de Castro, Em 1964 é eleito membro do Tribunal Regional Eleitoral - TRE, sendo Vice-presidente de 21 de janeiro de 1964 a 24 de outubro de 1966. Em 9 de setembro de 1964, em face da aposentadoria do Desembargador Hunald Santaflor Cardoso, foi eleito substituto e assumiu a presidência do Tribunal de Justiça, em 16 de setembro, permanecendo na chefia do Poder Judiciário até a posse do novo presidente João Bosco de Andrade Lima, em 17 de fevereiro de 1965. Em face da aposentadoria do desembargador Carlos Vieira Sobral, que então exercia a presidência, Belmiro da Silveira Góes foi escolhido, novamente, presidente do Tribunal de Justiça, para um mandato entre 7 de dezembro de 1966 e 1º de fevereiro de 1967. Quando presidente do Poder Judiciário teve a oportunidade de assumir o Governo do Estado. Aposentou-se em 1967. Nonagenário, recebeu o Colar do Mérito Judiciário na gestão do Desembargador Manoel Pascoal Nabuco D'Ávila.
Texto extraído do Livro "Dicionário biográfico dos Desembargadores do Poder Judiciário de Sergipe 1892-2008".

Referência:
Sergipe. Poder Judiciário. S484p. Dicionário biográfico dos Desembargadores do Poder Judiciário de Sergipe 1892-2008 / Org. Ana Maria Fonseca Medina. Colab. Raylane Navarro Barreto; Eugênia Andrade Vieira da Silva. Aracaju: TJ: Sercore Artes Gráficas, 2008. 224p.

Des Jose Fernandes Prado Vasconcelos

José Fernandes Prado Vasconcelos, filho de Etelvino Prado Vasconcelos, de uma família de comerciantes, depois radicados em Aracaju, e Maria Elvira de Vasconcelos nasceu na Cidade de Riachuelo, Estado e Sergipe, no dia 12 de maio de 1922 Bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais, pela Faculdade de Direito da Bahia, em 1947. Em 1952 foi nomeado membro da Comissão Permanente de Estudos e Planejamento Cooperativista do Vale do São Francisco, e em 1953 membro da Comissão de Colonização. Foi nomeado Juiz de Direito da Comarca de Riachuelo, ainda em 1953, em sua terra natal por cerca de 13 anos, como permanecendo Juiz de Direito, sendo removido, em 1966, para a Comarca de Lagarto, onde não demora, pois foi nomeado, pelo Governador Celso de Carvalho, em dezembro de 1966, Desembargador do Tribunal de Justiça de Sergipe, assumindo, em 1968, a Corregedoria Geral da Justiça e em 1969 a Vice-presidência do Tribunal, como companheiro de Mesa do Desembargador Luciano França Nabuco, a quem substituiria, no biênio seguinte, de 1971-1972, como Presidente. Em 1975, ocupando as funções de membro da Câmara Criminal, passa a integrar os quadros do Tribunal Regional Eleitoral-TRE, como Vice-presidente, de 5 de fevereiro a 25 de março de 1976, passando a assumir a sua presidência de 29 de março de 1976 a 7 de fevereiro de 1977. Ainda em 1977 seria nomeado membro do Conselho da Magistratura.
Foi Presidente de Honra da Associação dos Magistrados de Sergipe - AMASE.
Morreu no dia 09 de outubro de 1984 em Aracaju/SE. Foi homenageado post mortem com o Colar do Mérito Judiciário na gestão do Desembargador Manoel Pascoal Nabuco D'Ávila.
Texto extraído do Livro "Dicionário biográfico dos Desembargadores do Poder Judiciário de Sergipe 1892-2008".

Referência:
Sergipe. Poder Judiciário. S484p. Dicionário biográfico dos Desembargadores do Poder Judiciário de Sergipe 1892-2008 / Org. Ana Maria Fonseca Medina. Colab. Raylane Navarro Barreto; Eugênia Andrade Vieira da Silva. Aracaju: TJ: Sercore Artes Gráficas, 2008. 224p.

Des Jose Barreto Prado

José Barreto Prado, filho de Lúcio de Carvalho Prado e Marieta Barreto Prado, nasceu na Cidade de Japaratuba, Estado de Sergipe, no dia 07 de setembro de 1935. Bacharelou-se (um dos últimos) em Ciências Jurídicas e Sociais, pela Faculdade de Direito do Recife, em 1958, ainda conhecida como "a Casa de Tobias". Em 1955, quando ainda era estudante de Direito, foi designado Promotor de Justiça, Substituto, até que em 1959, quando já havia terminado o curso foi nomeado Diretor Geral do Departamento de Municipalidades, cargo que exerceu até 1960 quando fora investido da função de Primeiro Delegado de Polícia da Capital. Em 1962 foi nomeado Consultor Jurídico do Departamento de Saneamento do Estado de Sergipe - DESO e em 1963 assumiu, como professor, a cadeira de português da Escola Técnica de Comércio de Sergipe, sendo nesse mesmo ano Designado Diretor substituto do Reformatório Penal, nome que tinha, à época, a Penitenciária de Aracaju. Entrou para a magistratura em 1964, como Juiz de Direito da Comarca de Campo do Brito, transferindo-se, em 1969, para a Comarca de Riachuelo, demorando-se até que em 1971 foi promovido, por antiguidade, para a Comarca de Estância (2ª entrância) e novamente promovido em 1974 para a 2ª Vara Criminal de Aracaju, até que em 31 de julho de 1975 foi nomeado, por merecimento, no Governo José Rollemberg Leite, Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe, chegando a Vice-Presidente no biênio 1979-1980 e a seu Presidente no biênio 1981-1982. Na sua gestão foram construídos os Fóruns de Gararu, Nossa Senhora da Glória e Porto da Folha. Em 1984 foi designado para o Tribunal Regional Eleitoral - TRE, primeiro como suplente e, em 1986, como Vice-Presidente. Entre 1989 e 1991 assumiu a Corregedoria Geral do Tribunal, na gestão de Fernando Ribeiro Franco Presidente, para, em 1993, voltar ao TRE, agora como seu Presidente, função que ocupa até 17 de fevereiro de 1995. Por motivo de doença, afastou-se, por várias vezes, de suas funções, morrendo no dia 27 de setembro de 2004, em Aracaju, sendo sepultado em Japaratuba. Foi homenageado com o Colar do Mérito Judiciário na gestão do Desembargador Manoel Pascoal Nabuco D'Ávila.
Texto extraído do Livro "Dicionário biográfico dos Desembargadores do Poder Judiciário de Sergipe 1892-2008".

Referência:
Sergipe. Poder Judiciário. S484p. Dicionário biográfico dos Desembargadores do Poder Judiciário de Sergipe 1892-2008 / Org. Ana Maria Fonseca Medina. Colab. Raylane Navarro Barreto; Eugênia Andrade Vieira da Silva. Aracaju: TJ: Sercore Artes Gráficas, 2008. 224p.

Des Jose Antonio de Andrade Goes

José Antonio de Andrade Góes, filho de Gumercindo Góes e Elizete de Andrade Góes, nasceu na Cidade de Frei Paulo, Estado de Sergipe, no dia 11 de fevereiro de 1943. Bacharelou- se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito de Sergipe, em 1967. Em 1970 foi nomeado Juiz de Direito da Comarca de Tobias Barreto de onde sai, no ano seguinte para a Comarca de Laranjeiras. Em 1974 é designado substituto das Comarcas de São Cristóvão e da 3a Vara Cível de Aracaju, voltando em 1975 para a Comarca de São Cristóvão, permanecendo ali até 1977 quando é nomeado Juiz de Direito de Estância, sendo, nesse mesmo ano, Juiz substituto de Itabaianinha, até que em 1978 é removido para Aracaju, e assume a 7ª Vara Cível da Capital, sendo novamente Juiz substituto, da 1a Vara Cível em 1979, da 2ª Vara Cível em 1979, da 9" Vara Cível em 1981, da 4ª Vara Cível de 1982 a 1984, da 3ª Vara em 1984, todas em Aracaju. Nesse mesmo ano participa, como Juiz, dos quadros do Tribunal Regional Eleitoral - TRE ficando até 1988. Em 1994 foi nomeado Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe, assumindo em 1996 a Direção da Escola Superior de Magistratura do Estado de Sergipe e no ano seguinte a vice- presidência do Colégio Nacional de Corregedores do Brasil e a Corregedoria Geral da Justiça, função que exerce até 1999 quando é empossado Presidente do TRE e Vice-presidente do Colégio de Presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais do Brasil, com mandato até 2001. No dia 13 de dezembro de 2001 é eleito Presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe, tendo o Desembargador José Artêmio Barreto como Vice e Marilza Maynard Salgado de Carvalho como Corregedora. Foi membro ativo da AMASE e seu Presidente, no biênio 1982-1983. Foi homenageado com a Comenda da Ordem do Mérito Serigy, em grau de Grande Oficial, outorgada pelo Prefeito João Augusto Gama da Silva em 1998, e com a Medalha Desembargador Antonio Xavier de Assis Júnior, outorgada pela Associação dos Magistrados de Sergipe - AMASE, em 2001.
O Desembargador José Antonio de Andrade Góes foi, também, Presidente da Comissão de Instalação e Funcionamento dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais, Diretor da Escola Permanente de Corregedores Gerais do Brasil, Presidente do Colégio Nacional de Corregedores do Brasil, e, ainda, Professor no Departamento de Direito da Universidade Federal de Sergipe.
Morreu no dia 21 de junho de 2003, em Aracaju, sendo sepultado no Cemitério Colina da Saudade.
Texto extraído do Livro "Dicionário biográfico dos Desembargadores do Poder Judiciário de Sergipe 1892-2008".

Referência:
Sergipe. Poder Judiciário. S484p. Dicionário biográfico dos Desembargadores do Poder Judiciário de Sergipe 1892-2008 / Org. Ana Maria Fonseca Medina. Colab. Raylane Navarro Barreto; Eugênia Andrade Vieira da Silva. Aracaju: TJ: Sercore Artes Gráficas, 2008. 224p.

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